quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Boletim Semanal nº 66

Luteranos Santos - Boletim Semanal Nº 66 - 150903 - Lucas 17, 11-19: A gratidão cura

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Salmo 103,2




Caros Membros e Amigos da Paróquia de Santos!
Você acha que tem algo de errado com você? Não gosta do seu nariz, sua boca, sua capacidade mental, ou outros detalhes da sua aparência? Ou você alguma limitação, alguma deficiência? É gordo, magro, baixo, alto? Tem algo que lhe separa da felicidade, algo que estragou sua vida e suas chances, seja a origem humilde ou seu jeito desinteressante?
O que é que torna sua vida uma vida feliz, sadia, uma vida dos sonhos?
É sobre este tema que neste Domingo vamos refletir a partir da história de Lucas 17,11-17, onde Jesus cura 10 leprosos, e somente um deles volta para agradecer. Todos são curados da lepra, mas Jesus é bem explícito ao dizer, que foi a fé daquele um que voltou para agradecer, que o levou a ser curado.
Parece que Jesus tem outros parâmetros sobre o que nas pessoas necessita de cura. A lepra é um mero detalhe, cujo maior problema é o isolamento na sociedade ignorante e medrosa que provoca.
Problema mesmo para Jesus é a falta de gratidão, ou melhor, a falta de noção sobre a origem das coisas boas da vida. É curado quem tem fé, quer dizer quem entende que tudo na vida é presente, dádiva divina.
Não tem jeito, a falta de fé supera todos os outros males em nossa vida. É ela que faz desandar. Que bom que temos um lugar onde ensaiamos toda semana a vivência da fé, um lugar que nasceu para podermos expressar a nossa gratidão.
Falo da comunidade, da igreja, de reunião dos aprendizes da fé, falo da nossa Capela de Cristo que lhe aguarda também neste domingo! Até lá!
Saudações!
P. Guilherme Nordmann

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Agenda de Cultos e Atividades:
 
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Plantões na Igreja todas as Terças, Quartas e Quintas-Feiras das 9:00 às 13:00 h
06/09/2015
14º Domingo
após
Trindade
19:00 h: (P. Guilherme) Culto com Santa Ceia
Lucas 17, 11-19: A gratidão cura
12/09/2015
Sábado
8:00 h: Formação de Lideranças:P. Dr. Rodolfo Gaede - Espiritualidade Luterana
Comunidade Luterana em Guarulhos; Rua Cidade Lion, 129 - Picanço
13/09/2015
15° Domingo
após
Trindade
10:00 h: (P. Guilherme) – Culto com Santa Ceia
João 11,1.3,17-27: É a vida – sobretudo!
 
10:00 h: Culto Infantil – Dia dos Pais
 
 
 
 
 













Palavra da Semana - Para nossa reflexão

A minha fé
 
Me pergunto
Onde é que foi parar
A minha fé, a fé, a fé
Voltou pra casa a pé
E ainda não chegou
Espero na janela
Tento não me preocupar
Com ela
Mas a fé
Sabe como é que é?
Acredita em qualquer um
Tudo pra ela é comum
Tudo com ela é viável
E eu aqui um tanto instável
Meio no claro,
Meio no escuro
Enquanto procuro acreditar
Na leveza,
Na cidade
Na beleza que me invade
Na bondade dos automóveis
Enquanto imóveis
Em suas garagens
Me pergunto
Onde é que foi parar
A minha fé, a fé, a fé
Nos tratados
Nas palavras
Nos portões da tua casa
Nos transportes colectivos
Na pureza das torcidas
Gritando seus adjetivos
Me quebro
Tropeço no escuro
E ainda procuro
A minha fé
Zélia Duncan

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Boletim Semanal nº 65

Luteranos Santos - Boletim Semanal Nº 65 - 150828 - Lucas 10, 25-37: Ser próximo num mundo anônimo

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram. Mateus 25,40




Caros Membros e Amigos da Paróquia de Santos!
O Neste Domingo estudamos a conhecida história do Bom Samaritano, de Lucas 10,25-37 , tão conhecida que ela já pode nos surpreender novamente. Como ainda ela começa? É com uma pergunta de um mestre da lei de como alcançar a vida eterna.
Em nossos tempos talvez perguntaríamos talvez como conseguir uma vida plena cheia de sentido. Que seja! Jesus não rejeita a pergunta, realmente ela precisa ser respondida.
Mas ele leva o estudioso num trajeto inesperado contando uma história sobre proximidade e distância. Ele dá as respostas pelo avesso: Não é a questão quem é meu próximo, mas sim, como posso me tornar próximo de alguém.
Em nossa sociedade de massa na cidade grande este tema da distância e da proximidade ganha uma dinâmica diferente: Os nossos dias são feitos de coisas próximas que nos afligem e incomodam, e de uma distância estranha no meio das pessoas.
Falta espaço e sobra solidão. Mundo estranho este. Quem sabe, vale a pena refletirmos juntos sobre esta velha história para lidar melhor com a vida que Deus nos deu!
Saudações!
P. Guilherme Nordmann

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Agenda de Cultos e Atividades:
 
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Plantões na Igreja todas as Terças, Quartas e Quintas-Feiras das 9:00 às 13:00 h
30/08/2015
13° Domingo
após
Trindade
10:00 h: (P. em. Hans Spring) Culto com Santa Ceia
10:00 h: Culto Infantil
31/08/2015
Segunda
19:30 h: Curso Básico Bíblico - 5° Encontro: Os Primórdios - Gênesis 1-11
06/09/2015
14º Domingo
após
Trindade
19:00 h: (P. Guilherme) Culto com Santa Ceia

 
 
 













Palavra da Semana - Para nossa reflexão

O Bom Samaritano ou O Bom Travesti
 
E perguntaram a Jesus: Quem é o meu próximo? E ele lhes contou a seguinte parábola:
Voltava para sua casa, de madrugada, caminhando por uma rua escura, um garçom que trabalhara até tarde num restaurante. Ia cansado e triste. A vida de garçom é muito dura, trabalha-se muito e ganha-se pouco. Naquela mesma rua dois assaltantes estavam de tocaia, à espera de uma vítima. Vendo o homem assim tão indefeso saltaram sobre ele com armas na mão e disseram: Vá passando a carteira. O garçom não resistiu. Deu-lhes a carteira. Mas o dinheiro era pouco e por isso, por ter tão pouco dinheiro na carteira, os assaltantes o espancaram brutalmente, deixando-o desacordado no chão.
Às primeiras horas da manhã passava por aquela mesma rua um padre no seu carro, a caminho da igreja onde celebraria a missa. Vendo aquele homem caído, ele se compadeceu, parou o caro, foi até ele e o consolou com palavras religiosas: Meu irmão, é assim mesmo. Esse mundo é um vale de lágrimas. Mas console-se: Jesus Cristo sofreu mais que você. Ditas estas palavras ele o benzeu com o sinal da cruz e fez-lhe um gesto sacerdotal de absolvição de pecados: Ego te absolvo... Levantou-se então, voltou para o carro e guiou para a missa, feliz por ter consolado aquele homem com as palavras da religião.
Passados alguns minutos, passava por aquela mesma rua um pastor evangélico, a caminho da sua igreja, onde iria dirigir uma reunião de oração matutina. Vendo o homem caído, que nesse momento se mexia e gemia, parou o seu carro, desceu, foi até ele e lhe perguntou, baixinho: Você já tem Cristo no seu coração? Isso que lhe aconteceu foi enviado por Deus! Tudo o que acontece é pela vontade de Deus! Você não vai à igreja. Pois, por meio dessa provação, Deus o está chamando ao arrependimento. Sem Cristo no coração sua alma irá para o inferno. Arrependa-se dos seus pecados. Aceite Cristo como seu salvador e seus problemas serão resolvidos! O homem gemeu mais uma vez e o pastor interpretou o seu gemido como a aceitação do Cristo no coração. Disse, então, aleluia! e voltou para o carro feliz por Deus lhe ter permitido salvar mais uma alma.
Uma hora depois passava por aquela rua um líder espírita que, vendo o homem caído, aproximou-se dele e lhe disse: Isso que lhe aconteceu não aconteceu por acidente. Nada acontece por acidente. A vida humana é regida pela lei do karma: as dívidas que se contraem numa encarnação têm de ser pagas na outra. Você está pagando por algo que você fez numa encarnação passada. Pode ser, mesmo, que você tenha feito a alguém aquilo que os ladrões lhe fizeram.
Mas agora sua dívida está paga. Seja, portanto, agradecido aos ladrões: eles lhe fizeram um bem. Seu espírito está agora livre dessa dívida e você poderá continuar a evoluir. Colocou suas mãos na cabeça do ferido, deu-lhe um passe, levantou-se, voltou para o carro, maravilhado da justiça da lei do karma.
O sol já ia alto quanto por ali passou um travesti, cabelo louro, brincos nas orelhas, pulseiras nos braços, boca pintada de batom. Vendo o homem caído, parou sua motocicleta, foi até ele e sem dizer uma única palavra tomou-o nos seus braços, colocou-o na motocicleta e o levou para o pronto socorro de um hospital, entregando-o aos cuidados médicos. E enquanto os médicos e enfermeiras estavam distraídos, tirou do seu próprio bolso todo o dinheiro que tinha e o colocou no bolso do homem ferido.
Terminada a estória, Jesus se voltou para seus ouvintes. Eles o olhavam com ódio. Jesus os olhou com amor e lhes perguntou: Quem foi o próximo do homem ferido?
 
Rubem Alves